O cardápio da Netflix para junho de 2026: de blockbusters a investigações criminais de tirar o fôlego

O cardápio da Netflix para junho de 2026: de blockbusters a investigações criminais de tirar o fôlego

19 Maio 2026 Não Por Claudinei Silva

Junho chegou e, com ele, a promessa de uma maratona de sofá para quem quer fugir do calor ou apenas relaxar. A Netflix está caprichando nas novidades deste mês, equilibrando títulos de peso que já possuem uma legião de fãs com produções originais que, pelo burburinho, prometem dar o que falar. Se a ideia é justificar a conta de luz com o ar-condicionado no máximo, a plataforma preparou um mix robusto para agradar desde os espectadores casuais até os entusiastas de True Crime.

O mês abre com força total logo no dia 1º. Para quem é fã de uma boa franquia, a trilogia completa de Creed chega ao catálogo, trazendo de volta a trajetória de Adonis Johnson sob a tutela do eterno Rocky Balboa. A lista de adições de peso para o início do mês é extensa e variada: além da saga de boxe, o assinante poderá conferir Pobres Criaturas, vencedor do Oscar, a temporada final de Resident Alien, e o sucesso do Paramount+, Lawmen: Bass Reeves. Para completar, a diversão em família é garantida com os clássicos O Pai da Noiva (1991) e sua sequência de 1995, além de produções como o drama Hot Summer Nights, estrelado por Timothée Chalamet, e o thriller Identity Theft of a Cheerleader. O catálogo também recebe o filme de aventura sci-fi Milky Subway: The Galactic Limited Express e títulos de animação de peso, como a segunda temporada de Assassination Classroom e o filme My Hero Academia: World Heroes’ Mission.

No terreno das produções originais, junho é o mês dos retornos aguardados e das apostas inéditas. A joia da coroa é, sem dúvida, a segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar, que promete mergulhar fundo na jornada pelo Reino da Terra. A plataforma também expande seu catálogo com I Will Find You, a primeira adaptação de Harlan Coben feita nos EUA, estrelada por Sam Worthington, e aposta na comédia romântica Office Romance, que traz o casal, no mínimo intrigante, formado por Jennifer Lopez e Brett Goldstein. De Sweet Magnolias a produções mais caóticas como Little Brother, com John Cena e Eric Andre, a variedade é, inegavelmente, o carro-chefe deste mês.

Mas nem só de ficção e entretenimento leve vive a plataforma. A Netflix continua sua tradição de dissecar casos reais que chocam a opinião pública, e o destaque denso de junho vai para o documentário The Crash. A produção mergulha no caso de Mackenzie Shirilla, condenada pelas mortes de seu namorado, Dominic Russo, e do amigo Davion Flanagan. Em 31 de julho de 2022, Shirilla, então com 17 anos, dirigia um Toyota Camry que colidiu violentamente contra um prédio em Strongsville, a 160 km/h.

O documentário dá voz a Shirilla, agora com 21 anos, que, em sua primeira entrevista longa desde a condenação, nega veementemente a intenção criminosa. “Não sou um monstro”, diz ela, insistindo que, embora não se considere inocente por estar na direção, o evento não passou de um acidente. O relato de Shirilla contrasta fortemente com as evidências apresentadas no julgamento, incluindo depoimentos sobre seu comportamento errático e ameaças feitas a Dominic antes da colisão.

A defesa tentou, na época, sustentar a tese de uma condição médica — a Síndrome de Taquicardia Ortostática Postural (POTS), que causaria desmaios repentinos —, mas a juíza Nancy Margaret Russo foi taxativa ao classificar o episódio como uma escolha deliberada por “morte e destruição”. Hoje, cumprindo duas penas de prisão perpétua, Shirilla vive a angústia de uma sentença que só permitirá condicional em 2037. O documentário não busca apenas expor o crime, mas colocar o espectador diante de uma narrativa onde o remorso declarado da ré colide frontalmente com a realidade fria dos fatos, deixando um espaço inquietante para a interpretação sobre o que realmente aconteceu naquela estrada em Strongsville.