Terror e comédia dominam pré-estreias nos cinemas dos EUA
8 Agosto 2025“Weapons” lidera com mais de US$ 5 milhões nas prévias
O suspense de terror “Weapons”, dirigido por Zach Cregger e classificado para maiores de 18 anos, estreou com força nas bilheteiras americanas. Segundo estimativas preliminares, o filme arrecadou mais de US$ 5 milhões nas pré-estreias, valor semelhante ao obtido por outro sucesso recente do estúdio, “Final Destination: Bloodlines”. A expectativa é que esse número cresça ainda mais com o resultado oficial que será divulgado na manhã de sexta-feira.
O desempenho animador nas prévias coloca “Weapons” em posição de destaque para o final de semana, superando até então o filme “Freakier Friday”, sequência do clássico da Disney de 2003, que arrecadou cerca de US$ 3 milhões nas sessões iniciais, de acordo com fontes da indústria. As projeções iniciais apontavam que ambos os longas poderiam estrear com mais de US$ 30 milhões, mas agora há indícios de que “Weapons” possa alcançar ou superar esse valor.
Boas críticas impulsionam o interesse
De acordo com o Fandango, “Weapons” já se tornou o segundo filme de terror mais vendido do ano em pré-venda, atrás apenas de “Sinners”, e superando “Final Destination: Bloodlines”. A recepção crítica também é extremamente positiva: 97% de aprovação no Rotten Tomatoes e 90% de pontuação do público.
Nas comparações, “Weapons” supera os US$ 4,7 milhões de prévias de “Sinners” e se aproxima dos US$ 5,5 milhões de “Bloodlines”. Ambos os títulos tiveram aberturas sólidas, com “Sinners” estreando com US$ 48 milhões e “Bloodlines” com US$ 51,6 milhões. Entre os filmes de terror originais, “Us”, de Jordan Peele, continua sendo o líder, com US$ 7,4 milhões em prévias e um fim de semana de estreia de US$ 71,1 milhões.
As sessões antecipadas de “Weapons” começaram na noite de quarta-feira com exibições em parceria com a rede Alamo Drafthouse Cinemas, sendo que as prévias oficiais começaram nesta quinta às 14h17 — um horário incomum, escolhido por fazer referência a um momento específico do filme.
“Freakier Friday” marca retorno nostálgico
“Freakier Friday”, que marca o retorno de Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis, teve prévias na quarta-feira às 19h, exatamente 22 anos após o lançamento do original. As exibições regulares começaram nesta quinta às 14h. O desempenho de US$ 3 milhões nas prévias é compatível com outras produções recentes com classificação livre, como “Mufasa: The Lion King” (US$ 3,3 milhões nas prévias e abertura de US$ 35,4 milhões) e “Wonka” (US$ 3,5 milhões nas prévias e US$ 39 milhões de estreia). Até o momento, o filme ainda não recebeu nota do público, mas tem 73% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Narrativa fragmentada e ambição estética em “Weapons”
Em sua nova produção, Zach Cregger — conhecido por “Barbarian” — aposta em uma estrutura narrativa ousada, dividindo “Weapons” em vinhetas que exploram diferentes personagens sob perspectivas pessoais. O primeiro segmento foca em Justine (vivida por Julia Garner), professora de alunos desaparecidos que se torna alvo de suspeitas e agressões em sua comunidade. A performance de Garner se destaca ao retratar uma mulher marcada pela hostilidade e desconfiança generalizada, que assume para si a responsabilidade de desvendar os acontecimentos.
O roteiro, entretanto, subverte a expectativa ao mudar abruptamente de ponto de vista, uma técnica já utilizada por Cregger em “Barbarian”. A partir do momento em que Justine se aproxima de descobrir algo crucial, o foco muda para Archer (Josh Brolin), um pai que lida com culpa e masculinidade reprimida, convencido de que Justine tem envolvimento com o caso.
Construção narrativa alternada gera contrastes interessantes
Essa alternância de narrativas oferece contrastes intrigantes, como a diferença entre as investigações proativas de Justine e Archer e a passividade de Paul (Alden Ehrenreich), policial e amante de Justine. Outro destaque é o personagem Andrew (Benedict Wong), chefe de Justine, que inicialmente aparece como voz da razão, mas ressurge em outra sequência como possível ameaça.
Esses momentos ressaltam a capacidade de Cregger de equilibrar humor e tensão em cenas impactantes. A conexão entre comédia e horror é explorada ao máximo, demonstrando como ambos os gêneros podem provocar reações extremas e inesperadas no público.