O renascimento do cinema coreano: sucessos de bilheteria e o charme sobrenatural de “Meu Demônio Favorito”
24 Fevereiro 2026O cenário audiovisual sul-coreano começou o ano de 2026 com um fôlego impressionante, revertendo um período de incertezas nas salas de cinema. Com a chegada do feriado do Ano Novo Lunar, o público compareceu em peso para prestigiar produções nacionais, elevando a média de espectadores em 58% em comparação ao ano anterior. Entre dramas históricos que quebram recordes e suspenses de espionagem, a Coreia do Sul reafirma sua hegemonia no entretenimento, estendendo esse sucesso também para o formato de séries com a estreia de tramas envolventes como “Meu Demônio Favorito”.
O fenômeno das telonas: HUMINT e The King’s Warden
Dois filmes em particular estão carregando a indústria nas costas neste início de ano. O primeiro, HUMINT, dirigido por Ryu Seung-wan, mergulha os espectadores em uma trama de espionagem ambientada em Vladivostok. O longa não só traz um elenco de peso, com nomes como Zo In-sung e Shin Sae-kyeong, mas também compartilha o mesmo universo do sucesso de 2013, Berlin. A mistura de ação frenética com uma química romântica profunda entre os personagens de Park Jeong-min e Shin Sae-kyeong conquistou a crítica e o público, acumulando mais de 1,6 milhão de ingressos vendidos e caminhando a passos largos para a marca dos 2 milhões.
Já no campo dos dramas históricos, The King’s Warden provou ser um titã de bilheteria. Ambientado em 1457, o filme narra a relação entre um chefe de vila e um jovem rei destronado no exílio. A produção atingiu 6 milhões de espectadores em apenas 20 dias, superando clássicos do gênero como The King and the Clown. O diretor Jang Hang-jun, inclusive, brincou com o sucesso estrondoso, afirmando que, se o filme chegar aos 10 milhões de espectadores, ele mudará de nome, fará plástica e se mudará do país para viver em um iate. Brincadeiras à parte, o desempenho do longa é um marco para a retomada do setor.
Entre contratos e sentimentos: Meu Demônio Favorito
Enquanto o cinema vive seu apogeu, o universo dos doramas não fica atrás, trazendo narrativas que misturam o cotidiano corporativo com elementos fantásticos. Em Meu Demônio Favorito, acompanhamos a trajetória de Do Do-hee, interpretada por Kim Yoo-jung. Ela é a definição de uma “workaholic” obstinada, uma herdeira do conglomerado Mirae F&B que colocou sua vida amorosa em segundo plano para focar exclusivamente no sucesso de seus negócios.
A vida de Do-hee vira de cabeça para baixo quando ela cruza o caminho de Jeong Gu-won, papel de Song Kang. Por trás da aparência impecável de um novo funcionário que atrai todos os olhares, esconde-se um demônio que sobrevive através de pactos perigosos com humanos em troca da vida eterna. O destino, porém, prega uma peça em Gu-won: ele acaba perdendo seus poderes sobrenaturais. Para recuperá-los, ele se vê forçado a firmar um relacionamento contratual com a herdeira, tentando fisgá-la como sua nova cliente.
O florescer de um romance inesperado
O que começa como uma transação puramente pragmática e fria logo se transforma em algo muito mais complexo. A convivência forçada e os desafios diários começam a derreter o coração de gelo de Do-hee e a desafiar a maldade inerente à natureza de Gu-won. É esse contraste entre o sobrenatural e o humano, entre o dever profissional e a vulnerabilidade emocional, que dita o ritmo da produção.
O dorama explora como sentimentos genuínos podem surgir nos lugares mais improváveis, provando que nem mesmo um contrato bem amarrado é capaz de conter a imprevisibilidade do coração. Com um elenco carismático e uma premissa que foge do óbvio, Meu Demônio Favorito se consolida como uma excelente opção para quem busca um romance intenso com pitadas de fantasia.
